quinta-feira, 8 de junho de 2017

Eu sempre amei você enquanto ninguém mais nesse mundo te amaria antes de mim...


Ontem, no caminho de volta para a casa, pensei que a nossa vida se tornou um romance ruim, sabe? Daqueles que as pessoas se gostam, mas que por algum motivo (que nunca será passível de compreensão) não podem ficar juntas. Simplesmente não há possibilidades, pois acabaram fazendo coisas imperdoáveis uns aos outros. Mas sei lá, ainda acho que ninguém mais nesse mundo te amaria antes de mim. Eu nunca na vida imaginaria um romance mais triste que esse, pois quando alguém morre em um romance, não há mais o que possa ser feito e as pessoas renunciam àquele amor. Elas se sentem reconfortadas, pois aprendem que não há o que ser feito. Bem simples. Aprendem a não aprender. Mas quando as pessoas continuam vivas, é como se acontecesse uma morte estranha, uma morte não-natural, a gente tem que matar a pessoa, mas ela ainda existe, é a coisa mais estranha que alguém tem que fazer na vida: matar quem continuará vivo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Quase choveu...


Talvez a chuva finalmente venha hoje visitar minha casa e essa possibilidade é o que me faz querer te escrever. E eu não queria escrever qualquer bobagem, qualquer palavra desconexa e sem sentido, mas sim sobre o que eu aprendi nos últimos dias (mesmo que o que tenha aprendido seja muito pouco, complicado, confuso ou seja qual for o adjetivo que insiste em querer me dar). Hoje eu aprendi que a chuva só cai quando a gente desiste de esperar. Naquele livro, ela dizia que vez ou outra o céu chove para a gente não chorar... acontece que, hoje, o dia todo quase choveu, mas não caiu uma gota sequer. Seria um sinal para que eu pudesse chorar sem ressentimentos? Quase choveu. E esse “quase” se fez tão presente em fevereiro: quase um fim, quase um começo, quase uma distância... E vou te dizer a verdade mais profunda que (quase) aprendi: antes, muitas palavras morriam em mim antes de serem ditas, eu vivi de palavras para dizer ou por dizer, mas agora o teu sentimento me acolhe e todos os dias eu quero então te contar da saudade que você não sabe que senti e dos suspiros que andei dando por aí. Eu me lembro da tua felicidade ao falar da menininha mais linda do mundo e de como você é sincero quanto ao sabor dos legumes. Eu me lembro do quanto me sinto quentinha e aconchegada perto de ti quando o ar condicionado está ligado e me lembro de ti frouxo de rir da minha bobeira. Quando lembro dessas nossas coisas bobas, dou risada baixinho e meus olhos ficam carregados de lágrimas. Hoje, eu queria muito escrever pra te dizer que  não choveu, pois as gotas derramadas foram as minhas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

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