quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Fiz o que tinha que fazer...


Depois daqueles dias eu vivi implorando mais fortemente por proteção dos céus. Pedia qualquer sinal que me fizesse acreditar que eu não estava sozinha, podia ser uma janela ou porta rangendo, um vento levantando folhas de uma árvore. É que a vida ficou pesada, sabe? Meus fantasmas internos querem sempre sair de mim e estou sem tempo para preenchê-los. Dia desses, meu psiquiatra falou que não há como fazer um trato com a gente mesmo, pois, à partir do momento que a gente impõe algo para si mesmo, isso deixa de ser trato. Depois disso, pensei que talvez eu tenha escolhido meu exílio. Não adianta orar. Eu sinto que sou sozinha. O pior de tudo é suspeitar que estou condenada a viver eternamente com esta coisa, esta doença...

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