sexta-feira, 17 de outubro de 2014

E está aqui...



O nosso amor é comunal, não arde e tem jeito de manhã de sol que traz bilhetes debaixo da porta e passarinhos assoviando uma canção de outrora. E não dói, pois chega quando tudo já se foi e a gente não tinha mais forças para tentar continuar. Chega carregando flores na bicicleta, dizendo que é isso que é importante guardar. O nosso amor não faz alarde, não treme as pernas, não se vangloria. E não faz o corpo cair em si, pois cansou-se de perder a batalha vã de aprender a viver. O nosso amor transparece, pois criou-se por conta própria. Ele veio quando precisava salvar a alma, quando o mundo carecia saber que, o que é diferente, pode ser certo se a gente tentar. O nosso amor não vai embora, porque antes de acordar, o nosso amor já estava lá.

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