quarta-feira, 1 de maio de 2013

Feito-Coisa-Feita


Tenho assombro de contar-me segredos internos e aí passo noites inteirinhas com a luz acesa, convicta de que alguma tragédia pode vir a calhar em qualquer instante. E isso soa até redundante (e um tanto quanto egoísta), pois passo muito tempo em vão tentando racionalizar maus presságios e tudo aquilo que nem tenho a audácia de pensar. Quando amanhece, penso que não é possível que as pessoas sejam tão fortes quanto parecem ser. Não é possível ou não é justo comigo, pois tento muitas horas durante o dia e não sou. “Qualquer existência de qualquer pessoa é frágil, um descuido e acaba” - é a única explicação (ou consolo) plausível que, depois de dias, tentei me convencer: sou assim porque é assim que tenho que ser.

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