domingo, 3 de junho de 2012

Dudu


Quieto, Dudu começou com coisas pequeninas, um adesivo, um adereço no caderno, uma peça ornamental. Aprimorou o violão pequeno e, em seguida, o grande. Confeccionou robôs de metal velho, produziu gambiarras que facilitam a vida, colou coisas nas paredes, quebrou o espelho construindo um mosaico com os cacos do mesmo. Escreveu, desenhou, pintou de graxa, carvão, tinta preta... seu quarto tornou-se assustador à primeira vista. Disse tanto sem falar. Falou tanto sem dizer. Tanto disse quanto questionou, e Dudu ainda se pergunta se alguém nesse mundo entende que tudo, tudo, tudo não passa de uma tentativa que adeque o mundo para que algo seja somente seu.

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