sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sabe o que é?


Tenho medo do quanto preciso de ti. Medo dessa compulsão de querer estar com você amanhã e depois e cedo e tardezinha e na madrugada e sempre...

terça-feira, 19 de junho de 2012

...mas é por você!


Só por ti eu faria tudo o que já li naqueles livros de romance. Desenharia corações em todos os lugares. Eu tentaria deixar o mundo melhor porque você mora nele...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Nota Final (para o dia dos namorados)


(...)
No fundo, talvez o nosso amor nada tenha de romântico, mas troco o moço que me esperaria o portão da faculdade, o cara que almoçaria ao meu lado e esse monte de gente que encontro no caminho para a casa por uma tarde de procrastinação com você. Com o tempo, pareço ter perdido meu jeito de romantizar e desaprendido de escrever bonito... Uma vez eu disse que “quando, pelos os olhos, não se pode ver o que era visto antes, é porque o que está lá fora já entrou no nosso dentro”. Isso nunca me havia feito tanto sentido como hoje, como quando não consigo mais lhe dizer tantas coisas, porque está aqui dentro, não fora. E o que está dentro não quer sair nunca. E é isso, quando eu te vejo, eu sei que tem algo aqui dentro. Eu te vejo e sei. É somente isso. E hoje eu também sei que nós temos tanto que não há dicionário no mundo que saiba dizer.


domingo, 3 de junho de 2012

Dudu


Quieto, Dudu começou com coisas pequeninas, um adesivo, um adereço no caderno, uma peça ornamental. Aprimorou o violão pequeno e, em seguida, o grande. Confeccionou robôs de metal velho, produziu gambiarras que facilitam a vida, colou coisas nas paredes, quebrou o espelho construindo um mosaico com os cacos do mesmo. Escreveu, desenhou, pintou de graxa, carvão, tinta preta... seu quarto tornou-se assustador à primeira vista. Disse tanto sem falar. Falou tanto sem dizer. Tanto disse quanto questionou, e Dudu ainda se pergunta se alguém nesse mundo entende que tudo, tudo, tudo não passa de uma tentativa que adeque o mundo para que algo seja somente seu.

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