domingo, 27 de maio de 2012

Quando não há como navegar, marinheiro deve deixar o Mar...


Naqueles dias todo o mundo o vê afastado
porque só sabe se sentir perdido:
perde a hora,
perde a fome,
o nome,
a mania de “o que quer que aconteça
não desiste jamais”.
Que nada!
Aí é que ele desiste mesmo.
Abandona.
Larga pra lá
e cá aqui, aprende a encontrar um punhado de dias,
de gente que facilita,
de códigos desvendados,
de terra firme,
de pedaços d’ele mesmo...
E sabe o que mais?
Da mesma forma como escapuliu
desde não sei qual dia,
continua dizendo:
eu amo o mar!
Só que encontra sempre mais três palavras adicionais:
eu o amo... mas eu desisto
(há de ser o "por enquanto").

(Para o melhor marinheiro de todos).


1 Comentários:

  1. "(...) o porto é o lugar mais seguro para um barco, mas ele não foi feito para ficar lá; seu destino é navegar."

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