domingo, 22 de janeiro de 2012

Lucas


No teu nome tem um “s”,
um “s” que assovia...
Teu nome me parece
escolhido nessa grafia
para nunca ser rimado.
Não sei o significado
e nem de que limo é feito.
Desfeito.
Tudo se rescinde
(ou refaz)
quando tu longe está
e vou embolando pensamentos
quando dói olhar para o céu:
e se o véu
cobrisse o meu rosto
na capela, no momento
do casamento
você viria tirar?
E se o meu eu
se transformasse
ou transmutasse
nalgum breu?
Eu seria feito incenso
(e tua irmã espirraria).
E se meu eu esparramasse
quem iria me juntar?
Eu enlouqueceria
e mil balões iria de ver
até te ouvir cantar.
Quiçá tu cantaria
naquela noite bela,
juntos eu e ela
e seria eterno no f(s)im –
não para ser inacabável,
mas para t(s)er sentido.
Até rezar eu rezaria
para o nosso amor
que hoje penso que Deus
foi buscar nos confins do mundo
todos os afetos
que servem para curar as dores
e te deu para me salvar.
E me juntou em ti.
Sabe lá por quanto tempo,
que seja o tanto que for,
eu nunca terei rima
que me dá pro teu nome.

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