terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pequena Canção de Liberdade

Por via de regra, já não me permito ser d’outro jeito contigo, por isso estou vivendo devagarinho, miudinho e sem pressa de você. Agora sou assim porque só sei ser livre quando estou presa a ti. . .


domingo, 22 de janeiro de 2012

Lucas


No teu nome tem um “s”,
um “s” que assovia...
Teu nome me parece
escolhido nessa grafia
para nunca ser rimado.
Não sei o significado
e nem de que limo é feito.
Desfeito.
Tudo se rescinde
(ou refaz)
quando tu longe está
e vou embolando pensamentos
quando dói olhar para o céu:
e se o véu
cobrisse o meu rosto
na capela, no momento
do casamento
você viria tirar?
E se o meu eu
se transformasse
ou transmutasse
nalgum breu?
Eu seria feito incenso
(e tua irmã espirraria).
E se meu eu esparramasse
quem iria me juntar?
Eu enlouqueceria
e mil balões iria de ver
até te ouvir cantar.
Quiçá tu cantaria
naquela noite bela,
juntos eu e ela
e seria eterno no f(s)im –
não para ser inacabável,
mas para t(s)er sentido.
Até rezar eu rezaria
para o nosso amor
que hoje penso que Deus
foi buscar nos confins do mundo
todos os afetos
que servem para curar as dores
e te deu para me salvar.
E me juntou em ti.
Sabe lá por quanto tempo,
que seja o tanto que for,
eu nunca terei rima
que me dá pro teu nome.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Do motivo de eu me calar:

Acontece que nada, nada nesse mundo tem tanto alcance quanto a oportunidade das palavras ditas. E não que eu tenha receio desse alcance – penso ser a minha melhor arma – e também não há ciúmes de lerem minhas letras juntas – quiçá fosse isso. Ando em silêncio, menino, pois, pela primeira vez na vida, nenhuma palavra faz sentido. Nenhuma serve. A verdade é que nunca aprendi palavras que ao menos chegassem perto de contarem o que eu queria lhe falar...


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A reparação que espero de alguém


Seu objeto de transição
era o Raul,
mas teu irmão quebrou –
fez crescer esse teu vazio
(que tento sanar).
Seu sonho edipiano
era um dia de sol
sem a cerca que separa quintais.
Então eu quis ser sua cura...
Eu,
as cores de Frida
e o Soneto de Fidelidade.
Eu deixaria você ser
uma das mulheres de Vinícius
(a última)
para que o Soneto de Separação
nunca fosse escrito.
Eu consertaria o disco
quebrado
e o teu espaço
vago.
Seríamos somente nós três
no sonho do teu anseio,
[meu]
dos dias que te dão medo.
Eu, você e o Raul.
(Pois as cores desbotariam
e o Vinícius teria morrido de amores
por ti).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Desembaraçar (Para Entenderem)

Juro-te que um dia todo o mundo há de entender que não confundo amor com evaporação. Não consigo embaraçar o que sinto, e sei disso quando estou com você. . . hoje notei que sua mão estava ainda mais fria do que de costume , e aí você disse tal qual a tua irmã: que é porque o coração tá quentinho. E se for assim mesmo, eu não consigo entender o que o mundo vê de errado. E se for assim mesmo, não admito que existam em mim sentimentos passageiros. O que me resta é jogar em ti a culpa de eu querer viver enquanto espero que entendam essas coisas todas. . .


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Quem entende? Eu entendo.

Está escuro aqui e tenho medo de o que será de mim, pois eu nunca pensei que algo que nem começou pudesse me fazer chorar. E não somente por isso, mas pela conspiração do mundo, chorei durante duas semanas inteirinhas, também. E foi tanto que hoje quase não me perdoo por perder a sanidade todas as vezes que ninguém nos entende. Ninguém entende que você, menino, é o conjunto de todas as coisas que eu tanto quis na vida - eu só não sabia disso até agora. O conjunto de todas as coisas que o mundo insiste em tentar fazer com que eu me esqueça. . .


domingo, 8 de janeiro de 2012

Motivos para criar pretextos...

Meu chefe disse algo sobre leitura e isso me fez ter vontade de escrever para ti. Agora é assim: ando encontrando muitos pretextos para lhe escrever, mesmo que seja porque vi alguém com seu nome numa das centenas de listas que confiro no trabalho. Nunca quis que arranjassem motivos para pensar em mim, mas depois que fui assim, não culpo mais ninguém.


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