terça-feira, 29 de novembro de 2011

Poesia de Arquitetura Quebrada


Quando passei pela catraca e pensei estar na praia (por causa do sol da matinal), lembrei-me daquelas cartas. Esquecidas. Nunca respondidas. Tem um ano...
E é isso: a culpa disso tudo é daquelas cartas.
É do tempo gasto com a poesia que fiz pro meu irmão
(que ganhou o prêmio na escola).
É o sudoku que fez-me suportar a aula de psicanálise.
É da palheta (preta).
Do lápis que parece cigarro.
Da carta do baralho.
Do salário.
Do armário
emprestado.
Do nanquim derramado:
a calunga borrada,
percepção embotada,
topografia avoada,
o horário marcado,
o André no retrato,
o trato
quebrado
poema
de sl oca do
razão
per
di
d
a
é o seumundointeiro
que está cheio
(de vontade de me fazer chorar).

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