quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Do Vento Depois ou Poema do Poema


Depois do poema
surgem entretantos em hipérbole
feitos de luz,
que se escondem entre os cantos,
contos e prantos...
e depois ventam no mundo,
fazem o tempo subentender-se
virando lembranças ao avesso
e anunciam
(uma pausa).

Depois do dilema
a tristeza é esperada:
tornou-se contrária
e recordar não existe.
Nada fica!
Ventando,
tudo vai ,
tudo cai.
Depois do poema:
lágrima vem.
Depois do poema:
ven-
ta.

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