sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sonho que faz voltar


É como sempre digo:
voltar depois da despedida
dói mais do que a ida.
(Sa)ida, lembra?
Ainda assim,
vezequando eu volto,
caminhando com meus passinhos...
(Des)andando.
Volto,
porque tenho mania de sonhar,
porque esquecer não existe,
e porque ainda quero construir o caminho
como a gente antes quis.
É preciso.
Ele precisa saber que,
durante o tempo ausente,
eu o vivi;
e sinto falta de mim mesma.
Ele precisa saber que
tudo
ainda
está aqui,
e que nessa cidade
ninguém conhecerá o fim.
Só voltando
e ele sabendo,
encontro o que eu estava procurando:
não fora.
Mas dentro.
Encontro dentro de mim.
(Sonho profundo.
Maior que eu.
Maior que o mundo).

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