quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nunca me Tive


Quando moro na luz
Bato forte na janela,
Mas também sei ser capuz
Quando falta-me cautela.

Desprendo meus pés do chão
Quando estou a morar no vento,
E nas bolhas de sabão
Quando o céu está cinzento.

Quando na tempestade estou
Caio em lágrimas do céu
Rego o pouco que restou
Do amor feito em cordel.

Tal poesia ingênua e sonora
É o pouco que ainda sei,
Então, me pergunto agora:
Quando foi que em mim me guardei?

1 Comentários:

  1. Sua poesia?! Sem desacreditar de você, mas desacreditando! Nossa, poesia mesmo... puxa vida!

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