sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sonho que faz voltar


É como sempre digo:
voltar depois da despedida
dói mais do que a ida.
(Sa)ida, lembra?
Ainda assim,
vezequando eu volto,
caminhando com meus passinhos...
(Des)andando.
Volto,
porque tenho mania de sonhar,
porque esquecer não existe,
e porque ainda quero construir o caminho
como a gente antes quis.
É preciso.
Ele precisa saber que,
durante o tempo ausente,
eu o vivi;
e sinto falta de mim mesma.
Ele precisa saber que
tudo
ainda
está aqui,
e que nessa cidade
ninguém conhecerá o fim.
Só voltando
e ele sabendo,
encontro o que eu estava procurando:
não fora.
Mas dentro.
Encontro dentro de mim.
(Sonho profundo.
Maior que eu.
Maior que o mundo).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Canção com Rimas Pobres (Eu Liberto)


Qualquer futuro é mesmo incerto:
chega de sentimento encoberto,
estendo palavras e o coração aberto.
É (quase) tudo que lhe oferto
somente para ter você por perto. . .

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nunca me Tive


Quando moro na luz
Bato forte na janela,
Mas também sei ser capuz
Quando falta-me cautela.

Desprendo meus pés do chão
Quando estou a morar no vento,
E nas bolhas de sabão
Quando o céu está cinzento.

Quando na tempestade estou
Caio em lágrimas do céu
Rego o pouco que restou
Do amor feito em cordel.

Tal poesia ingênua e sonora
É o pouco que ainda sei,
Então, me pergunto agora:
Quando foi que em mim me guardei?

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