quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Joplin em alguém


Contam por aí que,
por volta e meia,
a solidão do outro
é o que pode nos salvar da nossa,
mas não entendo como é
que isso acontece por si só.
Nessa bagunça de casa
de cidade
tem um olhar,
quem sabe,
um olhar em meio
a tantos outros
que poderia nos salvar
ao ouvir uma música
soar num velho carro azul,
abriria o vidro
e apenas nos veria?
Não existe o carro,
o vidro,
alguém.
Ninguém?
E por isso as pessoas se perdem por aí
como quem quer se encontrar...
(Ou ser encontrado
por alguém que segura na mão
e diz algo de outrora.
O carro,
o vidro,
alguém.
“I know how you feel”).
Solidão também se divide?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Canção sobre a vida feia


Decerto uso a minha vida para ligar meu mundo no teu, e aí, quando você nota que o meu é ruim, se alegra por não ser triste como eu sou.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Não quero mais canção alguma


Com pensamentos auto-destrutivos
dia desses pensei e vou ser,
pois talvez essa coisa de morte
também seja um jeito de viver.
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