quarta-feira, 20 de julho de 2011

Do Escrever ou Palavras Afora


E me começo.
Mesmo quando desaprendo das palavras escritas.
Vezenquando surge um receio, uma barreira, quiçá um despertar que diz ser o momento de fechar os olhos e escrever somente para dentro.

“Pare, menina! Você está avoada.”

Mas me começo novamente e é sempre assim: enormes tentativas de demolir os impedimentos que existem nos canteiros do mundo.
Sigo por ter pensamentos passarinheiros que insistem em querer fugir quando vem um temporal.
Frio do norte.
E mesmo quando não dá tempo e ele chega, a gente tenta ficar avoada mesmo assim.
(Digo “a gente” para eu e meus pensamentos).

E aí me começo mais uma vez.
É só assim que desfaço meus embaraços.
Dizem acabo por ter um jeito de falar muito em tão pouco, no entanto isso só acontece por eu não conseguir botar tudinho afora.
É de tanto escrever para dentro.
De tanto temporal frio que não me deixa avoar.
O que sai é o que escapa.

É só isso. Mais nada.
E me termino por não conseguir esquecer meus pormenores.
Eu só vivo nesse eterno peneirar de pensamentos e tento silenciar-me o máximo possível, para não estragar o que tenho de mais bonito.
Mas tem coisa que não quer ficar cá.
Se não me escapo, caio no alçapão de mim.

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