sábado, 23 de abril de 2011

Rotina


Está anoitecendo e teu pensamento está cheio de vontade de me fazer chorar, por isso me coloquei a escrever não sei quantas palavras, todas em vão. E daqui um mês ou mil anos, vou novamente querer escrever-te da minha história de solidão de ti. É sempre assim...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Depois de Quinhentos Dias com Pobres Rimas


E se o mundo resolver mesmo se acabar
vai ser melhor para seja lá quem for:
energias desprendidas dessa vida
voando a milhões e milhões
de quilômetros do chão.
Talvez não sobre nenhum amor
nenhuma dor, ou mesmo a ferida
se o sol para sempre se por.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Né?


Estou aprendendo a não ter lamentos por aquilo que não tem por onde vir a ser. Um dia irei agradecer-me por não ter sido egoísta... ele é pessoa mais bonita que conheço e eu não me perdoaria se tivesse ousado estragar a vida dele com a minha.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Carta mais Ridícula do Mundo


Querido,

esse bilhete é para dizer que já atravessamos metade de uma primavera e quase todo um verão; e isso só existe para mim porque tem você. Porque se não te tivesse, é como se o tempo fosse passar em preto e branco, como se nada fosse se cumprir se você não soubesse. Notei por dentre os sons das minhas palavras que esse novo roteiro foi uma das saídas, e sei tanto, pois quando escuto a tua voz, meu coração dispara tão barulhento que até tenho medo de morrer antes de falar qualquer coisa. É assim? Quem tem quem amar, vê o tempo passar diferente, triste, devagar - porém, belo - e existem tantas saídas que a gente se perde. Por isso tudo, escolhi essa. Porque assim é mais fácil seguir sendo feliz. Não vá embora. Não vá, pois teremos um outono e um inverno (frio) à vista e se eu não te tiver até lá, isso tudo vai desaparecer para mim.


(03 de fevereiro de 2011, nunca enviada).

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