sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Quero dar adeus!


Tenho andado eu-comigo-mesma. Nada mais teve importância depois que as certezas resolveram ir embora quase sem volta... meu eu ficou assim, de raspão. É que antes eu entendia tudo e agora para quê? Se essas coisas todas prendem os enganos, embaralham a confiança e espalham mil mentiras? Só sei pensar que nada importa, nada. Tudo é incoerente e serve somente para poder, um dia, acabar com esse horror que é viver. Por isso estou de saída e levo meu eu comigo. Um dia, quase volto.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dicionário do Amor IV


Amor | latim, s, m : usar a insônia como pretexto para pensar; indiferença às avessas; querer ir embora por não reconhecer o lugar onde está.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Depois de tudo, você...


E seguindo do que foi pequeno, injusto ou torto, eu enfim reconheci no seu jeito centrado e nas suas respostas irritantes, tudo que eu queria. Tudo que eu queria em uma coisa só, e isso bem quando você me quis por longe. Daí não teve por onde. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e deixei a dor vencer, porque você chegou, me levou embora de mim e depois não quis saber. Levou embora quem tinha medo de sentir a vida e esperava que uma salvação para tudo viesse do além. Quem sobrou foi essa desconhecida que não sabe esperar, fica ansiosa e desaba quando percebe que queria somente a ti.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mais de Mil Quilômetros III


J.,

eu não já não tenho dessa de me importar, mas estou fazendo por onde. Para que você tenha alguns motivos para chegar aos pontos finais e deixar que eu faça qualquer coisa. E tudo isso, porque eu não entendo mais o porquê de eu me querer junto de ti e longe de tudo que eu acreditava que mais amava no mundo. É que, com ou sem você, eu me sinto sozinha e sempre tem essa de nada-me-completa-nunca. Dizer que eu vou tentar não mais pensar soa até redundante, quando sei que outrora vou perder os pensamentos ao lembrar-me de ti estendendo qualquer desculpa e refletindo em minha íris violeta.


(15 de novembro de 2010).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mais de Mil Quilômetros II


Querido,

se você está lendo isso agora, deve ser por que o meu ponto final nem foi tão final assim. Mas eu já avisei que tudo vira ao avesso. E eu não entendo. Não entendo muita coisa de ti, não, mas o pouco que sei custei a entender e você me parece tão certo...

“Se tu não quisesses se esquecer de mim, eu até poderia fazer qualquer coisa para mudar tudo. Mas isso me deixa... eu fico tão... perdida. Acho que basta eu te amar, é que no meu coração já bastaria e ponto.”

(14 de novembro de 2010).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mais de Mil Quilômetros


Bonito,

se não for engano, penso que eu poderia fazer qualquer coisa pra mudar tudo. Mas acontece que qualquer coisa não é o mesmo que tudo e pra tudo ainda me falta muito. Pasme: antes eu quase nunca me enganava, e agora me parece que tudo se inverte vez ou outra - como quando você estiver lendo tudo isso, e notar que já não há mais motivo algum para chegar até o ponto final dessa linha.
Continua...

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