quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Não sei, eu só queria...


Solidão também se divide? Quando eu te encontrar, não saberei se é realmente encontro ou já é a despedida. E por sinal, eu não sei ser despedida, muito menos ser chegada. Digo logo que isso não me importa, eu só queria que tu não me deixasse...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um par pra te dizer


Tenho dessa de construir barreiras de palavras e improvisar no tempo, no entanto e de repente, eu só queria te dizer que.
Menos de uma semana, num piscar e já foi. Daí por diante sou somente eu e meus pensamentos de embolar no teu travesseiro todos esses questionamentos atazanados que insistem em me perseguir. Que aprontam com tudo. A vida não gira e eu tento todos os dias.
Confessar é algo que não me cabe mais. A vida não gira pro tempo em que aquelas palavras já não sejam mais tão velhas. Mas não confesso. E se não é possível amar sem essa velhice toda, eu a fiz, faço e faria, só para te dizer que.
Questionamentos que perseguem... assim que eu sentir o gosto dos teus cigarros embolados no travesseiro, esse par que tenho vai ganhar sentido. E fim. E ponto. Sem literatura, gira: parte de mim esquecida quando tu estiver sobre mim. Deixa-me errar um pouco? É que já basta eu ter dessa, mas engolir ser sem ti, é demais.
E tudo o que eu queria agora, é esse sentido para essas coisas todas. Mas posso trocá-lo pelo último livro da última fileira, com uma história pra viver antes de contar. Só não confesso, pois não me cabe mais. Sem muro, sem horário, sem? E eu só queria te dizer.
Vou já pensar nessas coisas todas, pois, no mundo, é o que mais sei fazer. Fiz, faço, faria, em menos de uma semana. Tu entende que? Venha se deitar sobre mim para que eu esqueça qualquer parte. Já foi e eu te amo antes dessas coisas todas que, antes de ontem, eu amava muito mais. Num piscar; dessa de construir e improvisar. Amanhã tento de novo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

12h 34min e 56seg


Uma foto do horário favorito do seu pai eu tiraria, te ligaria às 4,53 da manhã (seja lá que horário for esse) e, no teu caderno, escreveria milhões de trechos das nossas músicas favoritas. É que você pode muito bem explodir todo o mundo com os teus cigarros, camas e bombas, mas que fique claro que, afinal de contas, não sou daquelas pessoas que te tornaram infeliz. Ou que, ao menos, tentou não tornar. E só para constar: teus olhos tentam, mas nunca dizem adeus.


(Toda escondida em meio aos textos e feliz por ter me encontrado).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dicionário do Amor II


Amor | latim, s, m : cessar a fala só para se ouvir noutra voz; parte de mim esquecida num gesto bonito; perder-se nos próprios enganos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Um amontoado de coisas sobre ser assim


Quis eu, jogar fora o passado e de ti desistir. No entanto, pensar nisso tudo é o que mais tenho feito. Muito. Dia desses, ouvi você contar a outro alguém que existem coisas que você ainda não entende, mas não entende por que não quer, pensei. É que, no seu ver, eu te deixei, e talvez eu tenha mesmo, mas eu também me deixei. E a parte mais difícil de deixar a si mesmo, é que a gente nem se dá conta. Você sempre me entendeu, então entenderia. Talvez o amor tenha sido menor que o quanto errei, que o quanto sumi de mim, e foi aí então que você deixou tudo para lá, não quis mais entender e se sentiu meio só. Também sempre fui meio só, mas aprendi que sumir de mim, faz com que eu seja eu mesma. Seja lá quem eu for. Eu já me desculpei mil vezes e expliquei que as pessoas se perdem vezenquando. Se perdem, se encontram. . . Eu também não entendia muito dessa de perder e encontrar até saber que é assim que sou, e desculpe se estou sendo dura demais, só acho que, o que você não entende é um amontoado de coisas sobre ser exatamente como se é. E quando você finalmente entender, eu não terei mais tanta culpa; vou conseguir parar de pensar nisso tudo e ao teu lado poderei ser assim, tendo um final mais feliz e sendo capaz de te dar muito mais do que eu já quis.


(Para a pessoa que mais me entendeu, um pedido oculto de desculpas).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Canção do Mesmo-Assim


Eu não sei como posso continuar a te ouvir,
sendo que você faz tanto silêncio.
Por fora e por dentro,

de mim.

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