sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Leãozinho


E quando, ao invés de eu acertar alguém com a minha felicidade, esse alguém é quem acaba por me acertar? E me arrasta feito um imã. Mesmo quando sem querer, ou quando nada mais faz sentido, nem o despertador. Mesmo quando os pensamentos estão todos iguais e é preciso matar alguns deles. Pensamentos que, por vez ou outra, existem tanto, mais tanto que acabam mudando de rumo. Que nem a felicidade do começo, que também já existiu tanto, que foi ficando toda diferente. É que isso acontece toda hora. E não lhe permito sentir saudade do que foi, mas já nem existe mais...
A não ser que sejam duas eternidades. E aí, eu sem você em mim, nunca.

(Resposta ao texto do Arthur Senhor Leão, http://skinnylion.blogspot.com/2010/11/k.html).

1 Comentários:

  1. Maravilhoso.
    Eu já tinha o lido texto dele e agora lendo o teu senti uma sintonia perfeita.
    Mas o chato é que isso é inevitável: sentir saudade.
    E muitas vezes dói, dói e dói...

    Beijos.

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