segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Trato Comigo


De tal que aconteceu. Comigo fiz um trato, para deixar de procurar pelo caminho os meus pensamentos que escapuliram. Caminho este que, andar em frente, tornou-se relativo, pois devo estar um pouco mais pra diagonal (aprendi com teus desenhos). E se me pego assobiando, cantarolando ou o que seja, dou a mim o maior dos castigos, que é para não ser feliz sem ti. Eu que apronte para ver só: vou me ver comigo. Ah, e eu também trago o coração nas mãos, que é para não perder tempo em arrancá-lo para fora quando eu te encontrar. Fiz esse trato comigo. Trato tratado, que não pode ser quebrado. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dicionário do Amor I


Amor | latim, s, m : coisa que não vai embora nunca, feito coisa feita; melodia repetida; viver o outro e sentir sua própria falta.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Breves Notas sobre o Amor não correspondido

I
Então, você me deixa em segundo plano.
Estava com pressa e saiu voando.
Mas vou deixar que seja esse o fim,
para que eu possa enfim gostar
somente de quem gostar de mim.
(6 de maio de 2010, às 19:59).
II
Eu já não sei como tudo está
nem como tudo vai ficar. . .
Mesmo assim queria lhe dizer,
que não existe vida sem você
junto de mim.
(27 de maio de 2010, às 17:31).
III
Sei que a vida é bela, pois é tu quem a faz.
Mas quando cala tua voz, a vida não existe mais.
E meus olhos se fecham, pois ainda sou triste,
vivendo essa vida sem ti, sabendo que tu existe.
Mas quando o sol for sumindo,
prometo estar indo.
(Sorr)indo.
(6 de junho de 2010, às 15:50).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Exatas?


Que matemática é essa a tua que 1+1 nunca é igual a 2? Tento entender esses teus paradigmas e penso que racionalizar eu mais você, é uma pseudociência exata. Ora, me parece que essas tuas coisas só sabem conspirar contra mim...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Leãozinho


E quando, ao invés de eu acertar alguém com a minha felicidade, esse alguém é quem acaba por me acertar? E me arrasta feito um imã. Mesmo quando sem querer, ou quando nada mais faz sentido, nem o despertador. Mesmo quando os pensamentos estão todos iguais e é preciso matar alguns deles. Pensamentos que, por vez ou outra, existem tanto, mais tanto que acabam mudando de rumo. Que nem a felicidade do começo, que também já existiu tanto, que foi ficando toda diferente. É que isso acontece toda hora. E não lhe permito sentir saudade do que foi, mas já nem existe mais...
A não ser que sejam duas eternidades. E aí, eu sem você em mim, nunca.

(Resposta ao texto do Arthur Senhor Leão, http://skinnylion.blogspot.com/2010/11/k.html).

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