quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Canto, Conto, Encanto, Encontro



Ao te encontrar
desconheço-me de mim,
e o começo é o fim
de tudo que quero lhe mostrar.

Eu esqueço, tu encanta.
O que tinha feito a mão,
foi feito em vão,
até a lembrança, que era tanta.

E como quem canta
Pro teu encanto direi não
Será minha vez então,
acabando com isso que não adianta.

Queria conseguir te contar
Queria coseguir-te assim:
“Ufa, enfim!”
Para outra vez poder amar. . .

Um dia, conto.
Um dia, canto.
Te encanto.
Se, por aí, te encontro.


(A um desconhecido).


4 Comentários:

  1. aawn *-* Poxa vida, eu queria saber rimar assim tão bem. Minhas poesias são sempre com um ritmo estranho. Muito bom :D

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  2. Você pode até não gostar de escrever em forma de poesia, mas isso não tirou o encanto. Lindo.

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  3. Sua poesia só não é tão bela quanto quem a fez.

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  4. Simplesmente invejável o jogo de palavras que você fez. Um linguagem condensada, que parece dizer pouco e claro, mas no fundo diz muito e obtuso. Parabéns, realmente... São dessas intervenções da vida que nos vêem a inspiração. Afinal, a vida é poesia, e a sua de fato é.

    Tomaz Civatti
    www.literaturando.com

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