sexta-feira, 16 de julho de 2010

Esqueci e fui por aí


É estranho esquecer. É tão estanho que penso: será verdade que as coisas não morrem nunca? Me parece que, quando se esquece, tudo se vai para sempre. O que morre pelo esquecimento, dá lugar ao que está na hora de viver... como quando a gente se despede do outro e nem sabe que é despedida, e o “até mais” dá lugar ao “adeus”. E assim vai. Talvez, então, não seja verdade, pois as coisas funcionam assim. E serei tão breve que até já esqueci. Esqueci, morri, vivi e fui por aí. Fim.

sábado, 3 de julho de 2010

Um Soneto de Prece


Ainda que sondes o meu coração
e de noite Tu venhas me vigiar,
mesmo que procures num espaço vão,
em mim, malícia alguma há de encontrar.

Minha boca não tornou-se culpada
conforme a palavra dos Teus lábios.
Teus caminhos foram minha morada,
seguindo conforme o recomendado.

Meus pés, de ti, nunca se afastaram,
pois Seus passos eu também divido
e no chão nossas pegadas ficaram

Por isso e por tanto que me parece,
inclina para mim o Teu ouvido
e vem escutar a minha prece.

(Salmo 16).

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