sábado, 26 de junho de 2010

Band Aid


Quando se tem que tirar o curativo de um machucado que por volta e meia dói, é preciso que seja feito de uma só vez, pois, de pouquinho em pouquinho, dói mais. Deve ser assim, rápido, ligeiro e pronto. Diferente do que houve conosco. Então me diga: de quê adiantou toda aquela dor? Já que o fim era certo, não deveríamos ter adiado tanto. Afinal, é assim que deve ser o fim. Num segundo e já foi. Com um ponto bem final.
Na outra linha, parágrafo...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Portas, Pessoas e Corações



Se dentro do meu coração não houvesse porta de saída, tudo ficaria guardadinho para sempre. E se fosse assim, aí, então, eu guardaria todas as pessoas in perpetuum. Mas teria um porém: e o coração de todas as pessoas? Ninguém poderia sequer habitar, pois não haveria alguém. Todas as pessoas já teriam sido guardadas por mim. Por isso, em todo caso, o melhor a se fazer é deixar a porta aberta para quem quiser sair e para quem quiser ficar. E não guardar ninguém. Nunca. E aí, com quem fica, a gente sai correndo no orvalho e bate noutras portas, e entra noutras portas, e habita outros corações... Tem vários, afinal.

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