segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um Soneto para quando a Noite tiver Fim



De que importa esse mundo em que me abraço?
Meu mundo é ter você no pensamento.
E numa tarde fria entrego ao vento
um sinal: olhos tristes de cansaço.

Então, minhas palavras vivo a perder,
e no caminho, as tuas vou encontrando
que, por iguais as minhas serem tanto,
mesmo distante, mesmo sem me ver.

Se esta ausência não é um problema em mim,
nem o tempo e nem nada mais será...
solidão vem, mas com o tempo voa.

E quando for tarde e a noite tiver fim
seja assim: pr'o que perdeu e encontrará,
dois corpos, uma alma, uma mesma pessoa.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Desmentindo Meus Pesadelos


Hoje, quem dormiu com as luzes acesas fui eu... Sonhei novamente que eu me havia perdido dos teus caminhos inventados. E sem caber de imaginar, por volta e meia, algum pesadelo vem querer provar que já é tarde demais, que o tempo para nós já se esgotou. É então que preciso que você volte para desmentir, que volte para me dar aquele abraço que suga todos esses meus pensamentos ruins fazendo-me esquecer tudo, e que volte por ser o pedacinho mais belo que existe dentro do meu coração. E, novamente, aos teus caminhos, eu entrego o nosso encontro, para que nele nunca mais tenhamos de dormir com as luzes acesas, para que nele possamos viver em sol, la e mi menor... entenda.
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(Resposta para a querida Angélica).

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