terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pontes


As desculpas do ano passado são os projetos deste ano... Toda vez que eu voltava para a casa, dizia ser a ultima. Toda vez que eu voltava para a casa, seguia por quebrar uma ou duas pontes frágeis. Não conseguia. Não era fácil manter tantos atalhos instantâneos (daqueles que ligam mundos distintos noutros mais distintos ainda). Então, de muitos, alguns se partem, e somem, e são esquecidos... mas eu não os quebrava - avistando que palavras na ponta da língua machucam e que há facilidade em amar o que não conhecemos. Eu amava uma árvore, um ipê roxo. Eu costumava ficar embaixo: lágrima em vão de algo salgado, platônico e estereotipado, com olhos do tamanho do mundo, que mudava pontes de rumo. Construía outra ponte, fazia acúmulo. Mas aprendi. Voltei para a casa, dizia ser a ultima. Segui por quebrar uma ou duas pontes frágeis. Quebrei todas; mas construí uma por fim. Dessa uma não há de partir, e nem sumir, e nem ser esquecida, e menos ainda de ser mudada de rumo. Ela liga um mundo em outro, e lá, dois entre três ou mais, de fato, não é tão ruim assim.

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